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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Canavieiras: Resex/ICMbio enviam resposta sobre Poliquetas 'vermes' filmados no Rio Burudanga

 Terça, 9 de Agosto, 2022

    Na semana passada, dia 5 de Agosto de 2022, foi gravado um curto vídeo sobre supostos 'vermes', que moradores diziam ter vindos da estação de tratamento da Embasa, no mesmo dia a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), divulgou uma nota de esclarecimento sobre aparição desses animais no Rio Burudanga.  Na manhã de ontem, Segunda-Feira, 8 de Agosto, nossa Reportagem foi até o Sede da Resex (ORGÃO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL), atrás de uma Resposta concreta sobre o de fato, o que são esses animais. 


Leia a resposta do ORGÃO na ÍNTEGRA 


INFORMAÇÕES SOBRE OS ORGANISMOS REGISTRADOS NO RIO SALSA


      Após moradores procurarem o escritório do ICMBio para informar sobre o aparecimento  de muitos organismos no rio Salsa, no bairro Burudanga, as bolsistas da RESEX de Canavieiras, Elaine Rios e Efigênia Rocha, foram deslocadas para o local para realizar a coleta do material.   Após a coleta, o material foi encaminhado pela servidora Tatiana Souza para o Laboratório de Ecologia Bêntica coordenado pela Erminda Couto, professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) em Ilhéus.  Segundo a professora Erminda, os animais que apareceram no rio são chamados de poliquetas. Os poliquetas são parentes das minhocas e pertencem a uma família chamada Nereididae. Esses animais não causam nenhum dano para as pessoas, não são parasitos, não transmitem nenhum tipo de doença, não picam, não queimam e não  causam nenhum mal a nenhum outro animal. 



    Ainda segundo a professora, o que foi visto pelos moradores acontece com diversas espécies dessa família e é um evento reprodutivo. Esse evento acontece em determinadas ocasiões, ou seja, quando há uma maré, uma lua, uma temperatura ideal e a mistura certa da água do rio com a água do mar, para dar a salinidade que eles precisam.   Quando isso acontece os machos e as fêmeas, adultos, saem da lama do fundo do rio e vão para a coluna d’água para liberar os ovos e os espermatozoides para que haja a fecundação (formação de novos poliquetas). É um evento raro e ocorre apenas quando se tem essa lua especial, com essa concentração de sal na água e a temperatura certa.

    

De acordo com a professora, depois que os poliquetas liberam os óvulos e os espermatozoides eles morrem. Esse evento dura cerca de dois a três dias, no máximo, e não causa nenhum problema para as pessoas. Ela alerta ainda que nos próximos dias poderá ser observado um aumento na quantidade de peixes e siris nessa área, pois eles vão se alimentar desses poliquetas.   Além disso, também é possível que ocorra um novo episódio quando ocorrer a virada da maré, mas que isso não é muito comum, o mais comum é que esses episódios sejam bem pontuais. Caso ocorra novamente é importante que a população comunique ao ICMBio para que possa ser realizada uma nova coleta de material. Por fim, a professora destacou que a ocorrência desse evento é uma indicação de que a água do rio e a lama estão em boas condições porque esses organismos não se reproduzem se a água estiver impactada e com baixo teor de oxigênio. Essas são as informações iniciais obtidas após a análise do material coletado e o próximo passo é identificar qual a espécie de poliqueta e fazer a análise da água do rio. 



Nota da Embasa 







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