Sexta, 09/08/2019
A juíza Ana Paula Vieira de Moraes, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, aceitou o pedido da Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica de Santo Amaro para arquivar a denúncia de estupro e agressão contra o jogador Neymar.
De acordo com as promotoras Flávia Merlini e Estefânia Paulin, não foram apresentadas provas suficientes para dar andamento às investigações.
— Após análise do caso, nós do Ministério Público chegamos à conclusão pelo arquivamento do inquérito policial em que o acusado Neymar Júnior estava sendo averiguado pela prática de estupro, conforme denúncia da vítima — afirmou Flávia.
A promotora ressaltou que o pedido de arquivamento não quer dizer que o caso esteja encerrado. Cabia à juíza Ana Paula Vieira de Moraes aceitar o arquivamento ou pedir a reabertura do inquérito para novas diligências.
—O caso estará encerrado desde que não sejam apresentadas novas provas. Isso é previsto pelo Código de Processo Penal: caso surjam provas e nós venhamos a entender que sejam relevantes e importantes, o caso poderá ser reaberto — explicou Estefânia.
A denúncia de estupro e agressão foi feita pela modelo Najila Trindade no dia 31 de maio. Ela viajou a Paris para se encontrar com o jogador do PSG, onde teria acontecido o suposto crime. Uma das principais provas do estupro e agressão supostamente cometidos pelo jogador seria um vídeo gravado no celular da vítima. Tais imagens nunca foram apresentadas pela modelo.
— Ela não produziu nenhuma prova que ela disse que tinha. Ela mencionou, o tempo todo, que a prova que ela tinha dos fatos estava no celular. Só que se recusou a entregá-lo em um primeiro momento. E, no segundo, disse que o aparelho tinha desaparecido — relatou Flávia.

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